Bromélias: vilãs ou vítimas?
Muita gente ainda tem calafrios quando vê uma bromélia no jardim. Acreditam que daquela pocinha de água envolvida por sua larga roseta pode sair o mais temido dos mosquitos: o Aedes aegypti. Tem sido uma verdade até ser lançado um estudo do Instituto Oswaldo Cruz (IOC) da Fiocruz que mostra ser irrelevante seu papel na proliferação do mosquito vetor do vírus da dengue, como pode ser visto no link abaixo.
Para entender melhor o papel das bromélias na natureza e sua relação com a dengue, é preciso diferenciar o conteúdo daquele tanquinho de água do imbricamento de suas folhas da água inerte de pneus, garrafas e pratinhos.
Dentro das folhas das bromélias, a água assume o papel de abrigo, local de reprodução e alimentação de inúmeras espécies de insetos, moluscos, anfíbios e animais insetívoros, fornecendo a ela todos os nutrientes necessários a sua sobrevivência. Esta água, protegida pelas folhas se transforma num pequeno, mas rico ecossistema.
O estudo do IOC afirma que dentro deste ecossistema, apenas 0,07% a 0,18% de um total de 2816 formas imaturas de mosquitos correspondem ao A. aegypti e A. albopictus e que as espécies encontradas em maior nº nas bromélias monitoradas não oferecem risco à saúde humana.
Portanto, para os menos de 1% de larvas perigosas nas bromélias bastam algumas gotinhas de óleo de neem direto em suas folhas. O óleo não é venenoso e não agride os animais de sangue quente e viva o prazer de ter dentro de casa uma das plantas mais belas do mundo.
Acesse o link para mais informações: http://www.biotaneotropica.org.br/v8n1/pt/fullpaper?bn01508012008+pt


